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O fim da escala 6x1 e o futuro dos negócios de alimentação: sua empresa está preparada?

  • Foto do escritor: Gabriela Kappler
    Gabriela Kappler
  • há 7 dias
  • 3 min de leitura

Nos últimos dias, a aprovação na Câmara de uma proposta que prevê o fim da escala 6x1 ganhou destaque e segue agora para análise no Senado. Essa mudança pode impactar diretamente o setor de alimentação, que já enfrenta desafios como a dificuldade para encontrar mão de obra qualificada, alta rotatividade, faltas frequentes e custos operacionais crescentes. Diante desse cenário, é fundamental que os empresários reflitam: sua empresa está preparada para produzir bem sem depender de improvisos ou de pessoas específicas?


O impacto do fim da escala 6x1 no setor de alimentação


A escala 6x1, que permite aos funcionários trabalharem seis dias seguidos e folgarem um, é comum em muitos estabelecimentos de alimentação. A proposta de acabar com essa escala visa melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, mas também traz desafios para os empresários. Com menos dias consecutivos de trabalho, a necessidade de contratar mais funcionários ou reorganizar turnos aumenta, elevando custos e exigindo maior planejamento.


Para negócios como restaurantes, padarias, confeitarias, sorveterias, mercados e indústrias de alimentos, isso significa que a gestão precisa ser mais eficiente para manter a produtividade sem sobrecarregar a equipe.


Produzir melhor sem depender de horas extras


O desafio não está em fazer a equipe trabalhar mais, mas em produzir melhor. Para isso, algumas estratégias são essenciais:


  • Padronizar processos

Criar procedimentos claros e replicáveis ajuda a reduzir erros e facilita o treinamento de novos funcionários. Por exemplo, uma padaria pode implementar o processo de pré pesagem dos ingredientes das suas principais receitas, garantindo qualidade constante e aproveitamento de tempo.


  • Reduzir desperdícios

Controlar o uso de insumos e aproveitar melhor os ingredientes diminui custos e melhora a margem de lucro. Uma indústria pode, por exemplo, implementar sistemas para monitorar validade e rotatividade de produtos em seu estoque.


  • Automatizar o que for possível

Investir em equipamentos que automatizam etapas repetitivas, como máquinas para produção de massas, biscoitos ou até mesmo fritadeiras automatizadas.


  • Investir em produtos "pega e leva"

Oferecer opções práticas e rápidas para o cliente pode aumentar as vendas e reduzir o tempo de preparo. Confeitarias e padarias, por exemplo, podem criar kits prontos para consumo imediato. Também podem deixar trazer para o autosserviço alguns alimentos que costumam estar atrás de um balcão de atendimento.


  • Melhorar o layout e o fluxo de trabalho

Organizar o espaço de forma que os colaboradores tenham fácil acesso aos equipamentos e insumos reduz o tempo perdido em deslocamentos e melhora a eficiência.


Empresas preparadas serão mais competitivas


Negócios que adotarem essas práticas estarão mais preparados para enfrentar as mudanças trazidas pelo possível fim da escala 6x1. E convenhamos: independentemente do fim desta escala ou não, a capacidade de produzir com qualidade, sem depender de horas extras ou improvisos, será um diferencial competitivo importante!


Além disso, investir em treinamento contínuo e em um ambiente de trabalho saudável ajuda a reduzir a rotatividade e as faltas, criando uma equipe mais engajada e produtiva.


A transformação no mercado de trabalho exige que os empresários do setor de alimentação repensem suas estratégias. Adaptar-se a essa nova realidade é fundamental para garantir a sustentabilidade e o crescimento do negócio.


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